Não tem para ninguém. Os enrolados podem estar na moda e as famosas podem usar e abusar dos cachos, mas a preferência nacional continua sendo o liso escorrido. Agora, imagine o sucesso que não faz no Brasil, um país onde grande parte das mulheres possui fios cacheados, um aparelho que deixa os fios lisinhos em poucos minutos. Sim, estamos falando da chapinha. Apesar de ser um instrumento básico para muitas mulheres, a oferta de modelos diferentes é tão grande, que muita gente fica perdida na hora de escolher, isso sem falar nas dúvidas na hora de usar.
A chapinha foi desenvolvida como um instrumento capaz de alisar os fios com rapidez e eficiência e sem a necessidade de químicas. O utensílio, que no passado era feito de placas de alumínio, evoluiu muito com o passar dos anos e, hoje, é usado até mesmo em técnicas de transformação e tratamento. “As escovas definitivas, por exemplo, usam a chapinha para dar a forma lisa aos fios. Já as cauterizações, feitas com produtos termoativados, usam a chapinha para garantir maior penetração das substâncias hidratantes e reconstrutoras do fio”, explica o hairstylist Nilton Tamba.
A principal evolução do aparelho aconteceu no material utilizado nas chapas. Antigamente, todas eram de alumínio. Segundo o cabeleireiro Bruno Di Maglio, depois de um certo tempo de uso constante, este material sofria com o calor e formava vincos na lâmina que enroscavam no cabelo e até partiam os fios. Além disso, elas não mantinham a temperatura estável em 200°. “A instabilidade das chapas de metais, em alguns casos, fazia com que a chapinha alcançasse até 250°, o que é muito prejudicial para os fios”, afirma Bruno.
Para não aquecer tanto, algumas chapinhas de metal possuem um termostato, que funciona esquentando e esfriando a chapa. Isso, na prática, pode ser tão ruim para os fios quanto a alta temperatura porque faz a pessoa passar mais vezes a chapa na mesma mecha quando a temperatura abaixa, processo que acaba danificando o fio.
As chapinhas mais modernas são feitas de cerâmica, material que não desgasta tanto com o tempo e não cria vincos facilmente, se for utilizada da maneira correta. Mas a grande vantagem da cerâmica é com relação à temperatura. “Este material mantém a temperatura estável, o que elimina a necessidade de pranchar a mesma mecha muitas vezes”, explica Bruno.
Outra evolução importante está na ionização das chapas. Segundo Bruno Di Maglio, os íons neutralizam a eletricidade estática dos fios, ou seja, eliminam o arrepiado, ajudam a fechar as cutículas e a aumentar o brilho e a maciez. “Além disso, os íons fazem a quebra das moléculas de água que estão na superfície dos fios, facilitando a absorção delas pelos cabelos. O resultado, na prática, é uma maior hidratação e proteção para os fios”, complementa o especialista.
Existem também chapas que utilizam a tecnologia das ondas infravermelhas, que aquecem a parte mais central do cabelo e, por isso, não deixam danificar tanto a superfície dos fios.
A escolha Diversos fatores devem ser levados em conta na escolha da chapinha. Em primeiro lugar, o comprimento dos fios. “Quando os cabelos são de médios a longos, as chapinhas mais largas são mais indicadas, pela facilidade de uso. Já para os fios de médios a curtos, as melhores são as mais estreitas”, explica Bruno. As mais estreitas são melhores, também, para modelar os fios, pois facilitam o virar das pontas e possibilitam até mesmo fazer ondulações nos cabelos.
Algumas marcas, de olho nessa característica, já oferecem modelos com duplas funções, de alisar e ondular as madeixas. Existem também opções com dentinhos, que ajudam a alinhar os fios, e com lâminas em zigue-zague, que servem para criar texturas para penteados.
É importante verificar também a existência de um termostato no aparelho, caso ela seja de metal, que marca até 200° no máximo. Se for de cerâmica, verifique se esta é de boa qualidade e mantém mesmo a temperatura estável. Caso possa investir um pouco mais, escolha uma de cerâmica e com íons, mas se quiser comprar a melhor mesmo, opte por uma que tenha, também, a tecnologia das ondas infravermelhas. Segundo os especialistas, vale a pena investir nestes três quesitos. Por último, verifique a facilidade de manutenção, para não perder o aparelho quando a garantia acabar.
Dicas de uso É preciso muito cuidado ao usar a chapinha, pois o uso inadequado ou sem uma proteção adequada pode promover queimaduras na superfície dos fios. “Estas queimaduras resultam em perda de queratina e o aparecimento de fissuras na cutícula. Se as agressões continuarem, ou seja, se a pessoa continuar a aplicar a chapa nos fios sem cuidados, as fissuras vão abrindo cada vez mais até que os fios não resistem e arrebentam”, ressalta Bruno Di Maglio. É o que nós conhecemos como fios ressecados e fragilizados.
Confira agora as dicas dos experts para você obter o melhor da sua chapinha e sem agredir os fios.
- O cabelo deve estar limpo e seco. Apesar de muitas marcas afirmarem o contrário, os cabeleireiros afirmam em coro que utilizar a chapinha nos fios molhados ou úmidos pode danificar e queimar o cabelo. “Secar bem os fios com o secador é imprescindível antes de usar a chapinha, mas o melhor mesmo é fazer uma escova, que facilita o deslizar da chapa”, garante o hairstylist Paulo César Schettini.
- Não esqueça de usar um bom produto termoativado para proteger os cabelos do calor e, de quebra, garantir o efeito liso por mais tempo. Aplique-o em todo o cabelo, sem exagero para não pesar os fios;
- Aqueça a chapa antes de passá-la nos fios, para que ela alcance a temperatura de ação e você não precise ficar passando inúmeras vezes na mesma mecha;
- Para aplicar, comece pelos fios de trás. Divida o cabelo em mechas, prendendo os fios de cima e da frente. Passe a chapinha da raiz para as pontas e apenas uma vez em cada mecha. Isso já garante o resultado;
- Nunca pare a chapa nas mechas. Passe de forma contínua para não queimar os fios;
- Se a sua prancha for de metal e não tiver um termostato, que desliga a chapinha de tempos em tempos, você terá que fazer isso manualmente, tirando-a da tomada de vez em quando, para que ela não aqueça demais e, com isso, queime os fios.
- Lembre-se que, mesmo com todos estes cuidados, a chapinha resseca os fios. É aconselhável fazer hidratações periódicas, em casa e no salão, para recuperar a umidade perdida.
Seus cabelos estão ásperos, ressecados e com pontas duplas e espigadas? Saiba que a causa de todos estes problemas pode ser uma só: o calor do secador ou da chapinha. A boa notícia é que, na maioria dos casos, é possível recuperar a saúde e a beleza dos fios.
Segundo o cabeleireiro André Mendes, do Jacques Janine Perdizes, queimar os fios com o secador faz com que eles percam água e proteínas, ficando, por isso, ásperos e sem vida. A notícia ruim é que é difícil perceber se estamos queimando os fios quando secamos ou alisamos com chapinha. “Na maioria das vezes, só percebemos em longo prazo, quando os fios já estão agredidos. Se o calor for exagerado, dá sim para sentir um cheiro de cabelo queimado no momento da agressão”, diz.
Para recuperar, nada melhor do que investir em hidratações semanais. André Mendes recomenda pelo menos uma visita a um cabeleireiro, que pode analisar o estrago e recomendar a hidratação mais indicada para cada caso. “Pelo menos a primeira é bom ser intensiva, como uma de queratina ou com proteínas e aminoácidos. Depois a pessoa pode continuar hidratando em casa mesmo com bons produtos específicos para cabelos ressecados e danificados”, ressalta o profissional.
A freqüência das hidratações deve ser semanal até que se perceba que, durante os intervalos entre os tratamentos, os fios continuam sedosos e macios, como no dia da hidratação. Como as pontas duplas não são recuperadas com nenhum tipo de tratamento, para acabar com elas é preciso um corte. O corte também pode ser necessário se não ocorrer melhora nos fios depois de um período de tratamento. “Existem casos que o fio está tão agredido que só mesmo um corte para recuperá-lo”, diz André.
Como parte do tratamento, André recomenda, também, que se diminua drasticamente, pelo menos nos primeiros meses, o uso do secador e da chapinha. “Se o uso for inevitável, lembre-se de proteger os fios com um bom produto termoativado. Lembre-se também de que a chapinha não deve ser utilizada nos fios molhados e que ela não deve ficar parada nas mechas, apenas passar por elas”, adverte.
Para quem usa o secador, as principais recomendações são: tirar bem a umidade dos fios com a toalha antes de começar a secar e deixar o secador a uma distância de 10 centímetros do fio.
Atrizes, cantoras e apresentadoras revelam o que fazem para os fios estarem sempre lindos e saudáveis
Você morre de inveja do belo visual das famosas? Pois saiba que não é à toa que elas têm cabelos tão lindos. O segredo dessa turma está nos muitos cuidados que elas mantêm com os fios. Bom é que você também pode adotar esses segredinhos, já que elas revelaram os truques para a tititi. Tome nota já:
Beth Goulart
“Como uso tintura no cabelo, faço hidratação a cada15 dias.”
“Ainda para o cabelo, um ótimo truque é trocar a marca do xampu com alguma freqüência.”
Bruna Di Túlio
“A minha personagem em Amor e Intrigas me obriga a estar sempre pintando o cabelo, então, toda semana faço hidratação no salão.”
“Ah! Nunca lave o cabelo com água muito quente a fim de não danificá-lo, ok?”
Lavínia Vlasak
“A cada quatro meses faço reestruturação nos fios do cabelo com proteína e colágeno. Ah! Procuro aparar o cabelo sempre na lua cheia.”
Cássia Linhares
“Já no cabelo, faço hidratação uma vez por semana. Não uso creme rinse para não afinar demais os fios.”
Vera Fisher
“Não faço uso de um xampu fixo para não viciar o cabelo. Uso os da marca Dermatus.”
Angela Vieira
“Lavo meu cabelo com xampu normalmente e uma vez por semana faço hidratação na sauna da minha casa, com um creme à base de frutas feito pela minha cabeleireira Telma Garcia (Rio). O resultado é ótimo!”
Elisabeth Savalla
“No cabelo uso xampu Keune para cabelos tingidos. É ótimo porque diminui a porosidade, deixa o cabelo sedoso e com muito brilho.”
Cissa Guimarães
“Tem uma receita caseira de hidratante para o cabelo que gosto muito. Pegue um pouco de mel e iogurte, misture bem e passe no cabelo. Fica ótimo!”
Renata Dominguez
“No momento, tenho o cabelo tingido. Então, meus cuidados se intensificaram para devolver o brilho, a saúde do meu couro cabeludo e fortalecer os fios. Tento fazer hidratação semanalmente e, a cada dois meses, retoco a cor e o corte do cabelo.”
Isis Valverde
“Uso no cabelo os produtos da Kérastase e a cada 15 dias faço hidratação no salão.”
Ticiane Pinheiro
“Hidrato o cabelo uma vez por semana com produtos apropriados e de qualidade. Passo ainda silicone nas pontas.”
Andrea Veiga
“Como uma boa leonina, sou muito vaidosa e estou sempre tratando da juba (risos). Brincadeiras à parte, gosto muito de me cuidar, vou todos os meses ao salão fazer uma hidratação e retocar a tinta, se for preciso.”
“Sempre que posso, eu mesma faço hidratação nos meus cabelos, principalmente no verão.”
Quitéria Chagas
“Cuido do cabelo com o cabeleireiro Anysio Estevão na Clínica Più Bella, no Rio. Faço escova inteligente a cada três meses, pois esse método alisa o cabelo, sem deixá-lo artificial. Ao mesmo tempo, trata com a queratina, dando brilho e leveza.”
Iris Stefanelli
“Faço banho de creme no cabelo de duas a três vezes na semana. Nunca uso secador porque quebra demais os fios.”
Elaine Mickelly
“Lavo o cabelo dia sim, dia não. Faço hidratação em casa quinzenalmente e sempre dou o acabamento com secador. Também mudo de hidratante conforme aparecem novidades no mercado.”
“Quando estava bem loira e entrava na piscina, meu cabelo ficava verde. Daí em casa eu punha leite em uma vasilha, colocava o cabelo dentro e ficava no sol para sair a coloração esverdeada. Funciona direitinho.”
Taís Araújo
“Vou ao salão de beleza uma vez por semana para fazer hidratação com vapor.”
Esqueça a espera de três dias para lavar a cabeça após a progressiva. Agora você já pode conferir o resultado ao sair do cabeleireiro!
A escova progressiva conquistou muitas adeptas. E não poderia ser diferente: a técnica é uma das mais eficientes para quem sonha em aposentar a dupla secador/chapinha e deixar as madeixas naturalmente lisas, com total movimento por mais tempo. O lado o: ter de aguardar três dias para lavar a cabeça e conferir o resultado final.
Pois saiba que o tempo de espera já é passado! Com as novas técnicas, você pode molhar os fios logo após fazer a progressiva e conferir exatamente como sua cabeleira ficou. “E ainda há técnicas que aliam à escova uma hidratação profunda, tratando os fios enquanto alisam”, conta a cabeleireira Silvana Silva, do salão Marta Cabeleireiros, de São Paulo. Compare as novas técnicas que podem realizar seu sonho de ter cabelos lisos:
► PHOTON HAIR UOM, da Tânagra
O que promete: Alisar os fios numa única sessão. Somente os muito crespos podem precisar de uma segunda etapa, após 40 dias.
Contra-indicação: Cabelos que passaram por alisamentos com outros ativos.
Cuidados pós-escova: Nenhum. Pode-se lavar ou prender os fios na mesma hora!
Duração: Permanente. Retoques na raiz são necessários a cada seis meses.
Preço: Em média, R$ 600.
► ESCOVA INTELIGENTE, da Agi-Max
O que promete: À base de queratina hidrolisada e 0,2% de formol, alisa e hidrata os fios progressivamente – quanto mais você faz, mais liso fica!
Contra-indicação: Nenhuma. Liberada inclusive para cabelos com outras químicas.
Cuidados pós-escova: Você pode lavar o cabelo ou prender os fios no mesmo dia!
Duração: Cerca de dois meses.
Preço: Em média, R$ 200.
► ESCOVA MARROQUINA, da Nouar
O que promete: O produto com 0,2% de formol, queratina, argila e cacau, alisa os fios progressivamente, além de domar o volume dos fios mais crespos e deixar as madeixas
brilhantes e hidratadas.
Contra-indicação: Nenhuma.
Cuidados pós-escova: Você pode molhar os fios no mesmo dia!
Duração: Cerca de dois meses.
Preço: Em média, R$ 300.
► ESCOVA BIO LIZZ, da Doctor Hair
O que promete: À base de cistina e de papaína (enzima extraída do mamão), o produto alisa completamente cabelos ondulados e reduz o volume dos fios cacheados e crespos.
Contra-indicação: Nenhuma.
Cuidados pós-escova: É recomendado ficar 24 horas sem lavar ou prender os fios.
Duração: Cerca de dois meses.
Preço: Em média, R$ 150.
► CAVIAR, de Cleber Lopes Beauty & Life
O que promente: Formulado com caviar hidrolisado, vitaminas e aminoácidos, reduz cerca de 40% do volume, promove uma super-hidratação nos fios e ainda prolonga a duração da cor dos cabelos tingidos.
Contra-indicação: Nenhuma.
Cuidados pós-escova: Ficar 24 horas sem lavar ou prender os fios.
Duração: Cerca de dois meses.
Preço: A partir de R$ 300.
► ESCOVA ITALIANA, da De Masi
O que promente: O defrisante à base de poliquarteno alisa os fios ondulados e controla o volume dos mais crespos, além de hidratar e dar brilho.
Contra-indicação: Nenhuma. Inclusive pode ser usado com tinturas e reflexos.
Cuidados pós-escova: Nenhum. Pode-se lavar os fios assim que sair do cabeleireiro.
Duração: Cerca de três meses.
Preço: A partir de R$ 250.
O “curtinho básico”, que costuma fazer a cabeça das cariocas no verão, está em alta em pleno outono. Entre as que ditam a nova moda estão as atrizes Mariana Ximenes, Paola Oliveira e Guilhermina Guinle.
As duas primeiras passaram a tesoura em suas madeixas recentemente por conta de suas personagens na TV, já Guilhermina adotou o visual há dois anos e não largou mais.
O cabeleireiro Ricardo Moreno explica que o look das celebridades brasileiras é inspirado em famosas de Hollywood como Rennée Zellweger.
“Os supercurtos estão em alta. São cortes de menino adaptados para menina. É o chamado corte garçon: com a nuca curta e uma franja longa na frente”, explica o cabeleireiro.
Moreno conta que o corte das celebridades acaba inspirando a clientela, mas, por exigir ousadia, não chega a ser uma febre nos salões.
“Para cortar tem de ter atitude. A mulher tem de estar disposta a se mostrar, porque não dá para se esconder atrás do cabelo supercurto. Nem tantas mulheres estão dispostas a ousar a esse ponto. O corte, contudo, é bem versátil e se adapta a vários tipos de rostos. Só não é muito adequado para mulheres com rosto quadrado”, conta.